Será que fazemos escolhas por que realmente queremos fazer, ou porque somos induzi-los a fazê-las? Provavelmente nossas escolhas são formadas por conjuntos de ação + indução. Pois hoje nos tornamos pessoas coletivas, com personalidades generalizadas refletindo tendências mundiais. Tento diariamente não cair na monotonia de ser apenas mais um no meio dessa multidão, mas até quando tentamos ser nós mesmos, acabamos sendo alguém, pois é quase impossível ser original quando se vive num planeta com mais de 6 bilhões de pessoas. Então a questão não está mais na originalidade e na individualidade, mas nas ações coletivas - pois sozinhos somo iguais a um grão de poeira em alto mar. Sozinhos nos tornamos apenas parte de um meio no qual não existimos e no qual não fazemos a diferença. Porém o problema não está em se isolar do mundo, mas em pensar que é parte de algo, quando na verdade somos apenas estatísticas sem vida. O problema está em ter sua vida transformada em lucros de empresas, em ibopes das redes de tvs e no impostos de renda. Passamos a vida inteira sendo apenas números em contas de bancos, gerando lucros e mais lucros. Mas e depois que morrermos como seremos lembrados? Simplesmente não seremos. Após uma ou no máximo duas gerações, toda a sua história e seu suor deixado aqui na terra será esquecido e apagado. Suas noites sem dormir, preocupado com as dívidas ou com a família não farão a diferença. Sua casa nova já estará demolida e cheia de formigas. Seu carro será apenas sucata poluindo com os outros carros o nosso planeta. Seu chefe, amigos e pessoas que você gosta já estarão mortas e seu nome será apenas um letreiro enferrujado em um lápide de cemitério. E ai eu lhe pergunto: É isso que você quer deixar para trás?? O vazio e o silêncio do nada, calado por um tempo que não dá valor pelo o que somos e fazemos. Acredito que não. Pelo menos não é isso que eu quero deixar para trás. Não quero deixar para trás uma profissão, dinheiro, ou uma empresa. Não estou “nem aí” para uma casa luxuosa, por um carro do ano, ou para os famosos na tv. Afinal não é isso que eu quero deixar para trás. Pois tudo isso não é nada. Tudo isso é simplesmente ignorar a vida! A vida pura, simples e preciosa- totalmente sem adereços.
Questão de escolhas, questão de gentileza. Este texto poderia ser começado de diversas maneiras, podendo-se falar de maneira teórica e subjetiva, fazendo você se arrepender de seus atos, mas prefiro escrevê-lo falando sobre situações cotidianas, nas quais você tem total controle, pois não quero que você apenas se arrependa, mas que você mude, pois arrependimento pode vir sem mudança, já a mudança, nunca vêm sem o arrependimento. Mas indo direto ao ponto, o que você irá ler neste texto está relacionado a uma análise do comportamento humano, ou melhor, de dois comportamentos humanos, os quais todas as pessoas, em algum momento da vida, estarão sujeitas. Os dois comportamentos são atribuídos à pessoas comuns, que trabalham, estudam, possuem família, dívidas e todas as demais preocupações e ocupações que você possui. Assim, o que diferencia estas duas pessoas não são as preocupações e suas atividades, mas a maneira com que elas decidiram lidar com o mundo. A primeira, e a mais infeliz, é o vilão dos dias atuais. Mas ao contrário do que você pode pensar, ele não está nas guerras, no tráfico, ou mesmo, com uma arma na mão. Este vilão está dentro dos ônibus, nas filas dos bancos, nas ruas e no trânsito. Seu poder é ilimitado, podendo levar o mau a centenas de pessoas em um único dia, transformando o dia mais pacífico em um dia de caos. Ele não respeita os motoristas dos ônibus, os idosos, os vendedores, as pessoas nas filas dos bancos ou até mesmo os deficientes físicos. Porém, o que este indivíduo não percebe, é que ao desrespeitar as outras pessoas, se cria um ambiente de estresse e nervosismo, no qual o que poderiam ser momentos agradáveis conversando com a pessoa ao lado, por exemplo, acaba se tornando um tormento – para si próprio e para os outros. Mas, para a sorte da sociedade, nem todas as pessoas são assim. E existe um segundo comportamento, totalmente oposto ao supracitado, podendo ser comparado ao super-herói da realidade, porém, também ao contrário do que você possa imaginar, este não usa capas coloridas, possui resistência de aço, ou voa como um pássaro. Ele é uma pessoa comum, porém com uma sensibilidade e um respeito ao próximo exemplares. Ele é aquela pessoa que sede o lugar no ônibus para um idoso, que ajuda uma senhora a carregar uma sacola de compras, que responde com grande educação ao desconhecido na rua que pergunta as horas e principalmente, que não se zanga ao se deparar com o ônibus lotado, ou o dia chuvoso, pois tem a consciência de que se estressar e descontar seu estresse nas outras pessoas não irá ajudar em nada – muito pelo contrário. Portanto, ao enfrentar uma fila muito grande, um ônibus lotado, ou perder algum horário, transmitir às outras pessoas a sua insatisfação, não irá resolver o seu problema, porém compartilhar uma boa conversa e tratar as pessoas com respeito, sem dúvida nenhuma, irá lhe render ótimos momentos, que farão do seu dia, um dia melhor. Pois não se trata de deixar de exigir os seus direitos, mas de se queixar na hora certa para a pessoa certa. Por exemplo: se você não está satisfeito com o transporte público, exija seus direitos perante os políticos que você elegeu e não perante a senhora com um bebê no colo que necessita de um lugar para se sentar. Assim como ao sair de carro, tenha consciência de que estará sujeito à enfrentar um engarramento, e que buzinar e xingar os outros motoristas não irá resolver em nada a sua situação. Mas ao contrário disso, ligue o rádio, ouça uma boa música e transforme o que seria uma situação inconveniente, em um momento prazeroso. Portanto, para melhorar a sua qualidade de vida e das outras pessoas, o primeiro passo é ter respeito por si próprio e pelo os outros, pois todos estamos sujeitos à inconvenientes, porém, o que nos difere é a maneira como lidamos com estes. Alguns ficarão zangados, perderão a noite de sono e nem verão a vida passar, devido à tantas preocupações. Outros, escolherão enfrentar os imprevistos de maneira mais leve, não se preocupando e se estressando com qualquer coisa, aproveitando uma ótima noite de sono, sendo reconhecidos pela maneira como tratam as outras pessoas e aproveitando cada momento do dia-a-dia, no qual os bons sempre são os mais valiosos. Então, ter ou não um ótimo dia, depende apenas de escolhas, nas quais, se houver alguma errada, somente você tem a obrigação de assumi-la.
Abre-se a porteira e através dela segue um animal em fuga, usando seus instintos, sua força e toda a sua coragem para fugir de um predador que se considera inteligente, racional e superior à todas as coisas.
O animal que corre e se esperneia entre as grades de ferro, nunca fez mal à ninguém, nunca matou, nunca roubou, mas mesmo assim é tratado como poucas pessoas na história da humanidade.
Ele é transportado em caminhões lotados, se sacolejando de um lado ao outro, no meio do fedor de estrume, debaixo da chuva, do sol e das humilhações. Ele não tem direito à água, à comida, ao afeto e ao respeito.
Sua pele é cortada com esporas, suas genitais são apertadas com tiras de couro e choques lhe são dados para que o circo dos horrores tenha a sua apresentação principal – a dor e o sofrimento.
Este animal é apenas mais um objeto das atrocidades humanas, assim como foram os judeus, os negros e as mulheres.
Dizem que este animal não tem alma, não pensa e foi feito para nos servir. Porém historicamente pode-se constatar que tal pensamento sempre foi utilizado quando queriam se esconder os verdadeiros motivos - Basta observar a história da escravidão no Brasil.
Os escravos eram separados de suas famílias, vendidos como objetos, chicoteados em praça pública e explorados fisicamente até a morte, como se suas vidas não tivessem nenhum valor, ou como se o respeito não tivesse significado em seus mundos.
O respeito também tem passado bem longe da vida dos animais usados em rodeios, pois tudo o que pode se observar ao freqüentar uma arena é a hipocrisia e egocentrismo da humanidade, que mesmo com o nosso mundo caindo em um abismo de catástrofes climáticas, ainda pensa que pode se viver inconsequentemente, destruindo tudo e todos, simplesmente para a exaltação do ego.
Simplesmente não há motivo válido para se realizar um rodeio, assim como não houve para se matar centenas de judeus, ou matar todos os nativos que viviam aqui no Brasil. Porém o homem sempre pode nos surpreender com a sua maldade.
Ele nos surpreendeu com as guerras, com as bombas atômicas, com assassinatos, roubos, corrupções, desmatamento, poluição e egoísmo ao ponto de causar a sua própria destruição.
Mas o que se mostra mais surpreendente é que as pessoas estão cansadas desse tipo de atitude e realmente desejam um mundo melhor, mas mesmo assim ainda financiam toda essa podridão ao participar de um rodeio, eleger políticos corruptos, consumir inconsequentemente, poluírem o nosso mundo e se tratarem como rivais.
Contudo, chegará um dia que as pessoas perceberão que as diferenças estão somente dentro das nossas cabeças e que um mundo melhor está apenas em uma mudança de hábito, pois animais ou não, todos ansiamos por isto.
Não Financie o Sofrimento, a Dor, a Humilhação e o Desrespeito aos Animais.
Eu realmente acho impressionante como o mundo está se tornando um lugar cheio de musicalidade. Não importa o lugar, sempre há música.
Seja no taxi, no restaurante, na lanchonete ou mesmo no elevador.
Ainda não sei ao certo se realmente as pessoas gostam tanto de música ou se elas apenas preferem a música ao silêncio de não ter o que dizer.
Mas o que eu realmente acho incrível é como algumas destas músicas marcam a nossa vida sem ao menos pedir permissão.
Não sei se acontece com todos, mas comigo existem milhares de músicas, das mais diversas, que marcaram algumas situações na minha vida, desde um momento alegre a um momento extremamente difícil e que seria ótimo esquecer.
Mas para exemplificar e vocês não pensarem que este jovem que vos escreve “pirou de vez” vou citar algumas situações.
- Lá estava eu, esperando o ônibus após o curso de inglês, aproximadamente 23 horas e em um apartamento em frente ao ponto de ônibus toca uma música da Pitty. Sem ao menos pedirem permissão, os jovens que estavam ouvindo a música, marcaram um momento extremamente supérfluo da minha vida. Eu no ponto de ônibus e a música da Pitty.
- Em outra ocasião, ainda no "terceirão", durante o horário do almoço, voltamos para a sala de aula e começamos a ouvir Primeiros Erros do Capital Inicial – ai o estrago já estava feito. Toda vez que ouço esta música é como se me teletransportasse para o mesmo local, sentado em uma cadeira do lado direito da sala, encostado na parede, com meus amigos sentados em uma mesa redonda ao fundo da sala.
- Mas nem tudo acaba por aí. Também existem aquelas músicas que você simplesmente detesta e pela sua comicidade acabam se tornando ícones para as lembranças. A exemplo da “maldita” música franguinho na panela, que toda vez que eu a ouço, lembro da minha mãe, na cozinha de casa, em pé em frente à porta com um sorriso no rosto, falando que esta música deveria ser tocada na minha formatura (em um tom extremamente cômico), enquanto a música tocava no rádio.
Enfim, mesmo que algumas situações acabem se tornando imortais nas nossas mentes por causa do acaso e da nossa sinestesia, eu simplesmente me divirto muito quando isso acontece, pois é simplesmente reviver o passado, com os mesmos sentidos e sensações.
É algo que a nossa sociedade moderna pode proporcionar sem nenhum problema, devido ao grande compartilhamento de músicas e o fácil transporte.
Mas fica a cargo do destino decidir qual música ficará na sua memória por toda a sua vida. E a você fica a responsabilidade de torcer para que esta não seja um funk.
Sempre me questiono sobre o futuro, sobre a nossa sociedade, sobre o certo e o errado, e espero que algumas respostas nunca sejam alcançadas, pois estas não são as mais importantes – as mais importantes são as perguntas.
Mas mesmo assim, adoraria saber para onde caminha a humanidade, pois alguns costumes atuais podem nos prejudicar por um longo tempo na nossa escala evolutiva.
A exemplo da maneira como lidamos com os sentimentos, em pleno Século XXI, onde deixamos de lado todas as nossas necessidades biológicas para atender as necessidades impostas pela sociedade.
Atualmente as pessoas sentem vergonha de se expressar, de dizer o que sentem e de se posicionar, temendo serem rejeitadas por esse lixo social, onde a diferença é vista como algo bizarro e satírico, ao invés de ser vista como fonte de aprendizado e sabedoria.
Profissões como as dos analistas e psicólogos são cada vez mais valorizadas devido a esse nosso costume idiota de achar abominável qualquer forma de expressão de sentimentos. As pessoas conversam sobre esporte, política, economia seguindo a tediosa tarefa de transmitir os noticiários da TV e se esquecem de falarem de si mesmas - algo que seria muito mais prazeroso.
Mas, me incomoda ainda mais as conversas sobre objetos.
Coisas, coisas, coisas.
O nosso mundo está se resumindo a objetos.
As pessoas conversam sobre a geladeira nova, sobre o carro novo, sobre o novo celular e até mesmo sobre coisas que elas não possuem. É um absurdo gastar tanto tempo falando sobre essas porcarias tecnológicas, das quais viveríamos bem melhor sem elas.
Para exemplificar a minha falta de paciência sobre a intolerância humana aos seus próprios sentimentos, gostaria de falar sobre quando tento explicar sobre o porquê se ser vegetariano.
A princípio, o meu receio me conduzia a explicações mais aceitáveis, como ser vegetariano por questão de saúde. Mas ao passar do tempo, senti a necessidade de me expressar da maneira como me sentia. Então passei a responder que “ sou vegetariano por respeito e amor aos animais e ao nosso planeta”. Resposta que ainda causa muito espanto.
Tente imaginar: eu parando de comer carne por amor aos animais, enquanto as pessoas acham normal assassinar uma vaca e comer sua carne, ou então matar um peixe asfixiado e assá-lo dentro de uma bandeja. (rituais que, para mim, nada lembram uma sociedade civilizada.) Sem dúvida, seria bem mais fácil responder que sou vegetariano por questão de saúde, até porque ser saudável está virando moda.
Mas é realmente muito triste ver as pessoas ficando sem vida, sem amor, sem sentimentos. Elas não admiram mais o calor do sol, o bater do vento, a chuva ou a sabedoria de um idoso, transformando suas vidas em uma rotina tediosa e maçante; Vivendo a vida de outras pessoas através da TV, porque não tem coragem de mudar e admitir que são infelizes.
Assim sendo, esta situação é gerada por um mundo que não dá espaço para as pessoas sentirem, para as pessoas amarem e serem felizes, pois tudo isso não custa nada.
Tinha vários sonhos, vários desejos, poucos pensamentos.
Mas no momento, o que ela mais queria, era uma televisão na cozinha.
Passava horas e horas sonhando com uma televisão na cozinha, mesmo já tendo uma na sala.
É que Maria não passava muito tempo na sala, pois tinha que cozinhar, passar, limpar a casa, lavar a louça...
Era um ciclo sem fim.
Todo dia Maria e os afazeres domésticos.
Mas hoje seria um dia diferente, pois Maria compraria a televisão para por na sua cozinha. Provavelmente em cima da geladeira, pois não estava com dinheiro suficiente para fazer um suporte de parede.
E então lá foi Maria, com o dinheiro da primeira prestação no bolso e um sorriso no rosto.
Mal podia esperar para assistir "tv" enquanto cozinhava, lavava, passava.
Em sua cabeça era como se ela estivesse se conectando ao mundo e sendo cidadã ativa dos acontecimentos globais; acompanhando todos os jornais, novelas, e a vida das celebridades.
Porém Maria continuou sendo simplesmente Maria. Lavando, passando, cozinhando.
E a televisão em cima de sua geladeira só serviu para consolidar cada dia mais o lugar de Maria, como uma algema imaginária presa nos seus pulsos, com momentâneas fugas da realidade.
Maria era ela. Simplesmente Maria e sua televisão.
E pessoas que possuem um maior conhecimento de sí próprias não são tão fáceis de encaixar na produção em massa.
Imagine só: como produzir em massa para pessoas que possuem gostos diferentes?
e com essa filosofia você acaba sendo apenas parte de um todo.
De um todo que vai ao cinema assistir filmes de Hollywood, que vai ao estádio assistir jogos de futebol, que vai a shows sertanejos e a redes de lanchonetes mundiais.
Você é simplesmente parte de um todo que "dá" lucro garantido.
Você é a causa da crise, do desmatamento, do aquecimento global, do desemprego, da fome, das guerras, da violência.
Você é a engrenagem que move o sistema, que cria a alienação, que transporta o sofrimento.
E suas atitudes estão levando o nosso mundo ao abismo, enquanto você continua sendo apenas parte de um todo.
De um todo que não é nada, que não sabe nada e que obedece cegamente a tudo.